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Estas mulheres maravilhosas by Jehozadak Pereira

Estas mulheres maravilhosas

  

  

Jehozadak Pereira

& Amélia Andrade
Agência Metropolitan
editor@parkear.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
 
Domingo, 8 de março é o Dia Internacional das Mulheres, data comemorada em quase todo o mundo. Nesta reportagem especial retratamos aspectos das vidas de algumas mulheres da nossa comunidade que tem lições de vida a partilhar com todos nós.
 
Uma sobrevivente!
Sandra Helena Tenório é uma sobrevivente. Depois do parto de Sarah, há sete anos, Sandra teve depressão pós-parto, aliás, uma depressão profunda. Porém, o pior que poderia acontecer a ela foi ter contraído um grave problema cardíaco.
Por conta disto, Sandra teve falência múltipla de órgãos e chegou a ter somente 10% da capacidade cardíaca e os médicos lhe deram pouca esperança de vida. Após superar a crise, os médicos recomendaram um transplante de coração e diagnosticaram que ela recuperaria 5% do coração por ano. Quando se mudou para Martha’s Vineyard – havia morado antes na California e na Florida – tinha 25% e hoje – seis anos depois têm 51%. 
Há quase dois anos, Sandra Helena passou por um outro trau-ma ao perder um bêbe – Samuel, aos 8,5 meses de gravidez. Sempre que pode Sandra Helena diz a quem pode ouví-la que é um mila-gre e que a esperança e a fé fazem com que prossiga adiante. Sandra Helena é mãe de Rebecca, Nathan e Sarah e mora em Martha’s Vineyard, dando lições de vida e de otimismo aos que estão a sua volta. 
 
Querendo ir, mas ficando de vez…
Valmira Martins da Silva ganhou uma passagem e veio passear nos EUA há oito anos e ficou de vez. Mesmo que os quatro filhos adultos e sete netos que ficaram em Belo Horizonte peçam e insistam que ela volte o tempo todo, ela vai ficando. Mas aos 63 anos, sabe que a hora de voltar está chegando e ela que não tem nenhum parente por aqui sente um aperto no coração só de pensar que vai ter que ir embora. Falante e bem humorada fala dos filhos e dos netos o tempo todo e não perde a esperança de que o novo presidente assine uma lei que lhe permita ir e voltar o tempo todo.
 
Uma atenta ouvinte
Quem ouve o rádio brasileiro na região de Boston certamente já ouviu Maria da Silva falando com os programadores e pedindo oração seja em favor dela, seja em favor dos brasileiros. A única coisa que a deixa contrariada, mas só um pouquinho é o fato de não acertarem falar corretamente o seu nome – Eurídice, mas tirando isto a sua alegria é poder interagir e ser ouvida por milhares de pessoas cada vez que telefona para os programas. Há 20 anos morando nos Estados Unidos em companhia dos dois filhos, da nora e dos dois netos, Maria que tem 82 anos e é realizada e feliz com o que a vida lhe deu e por isso agradece a Deus todos os dias da sua vida.
 
Uma ativista!
Cláudia Tamsky é uma mulher que busca sempre a verdade e a justiça. Para ela toda mulher tem uma força importante para a comunidade. São mulheres que tem o papel de mães, de guerreiras, de imigrantes, e principalmente o de mulheres que não podem se calar frente a tantas injustiças e inverdades desse mundo. Claúdia, é ativista do Partido dos Trabalhadores em Boston, luta pelos direitos das mulheres que sofrem discriminação, dá cursos de liderança, ajuda na organização de housecleaners Vida Verde, e é voluntária da Women´s Institute for Leadership Development – WILD – uma organização de mulheres que luta pela independência da mulher. Há oito anos nos EUA, recebeu sua cidadania americana na última quarta-feira, 4, e dedicou essa vitória à toda mulher imigrante. Cláudia demons-tra que quem luta por seus objetivos e pelo dos outros sempre sai vitorioso.
 
Dando a volta por cima
Carina Oliveira teve que passar por um grande trauma para ver que teria que dar a sua volta por cima. Há seis anos, Anderson, o seu esposo, sofreu um acidente e morreu deixando-a com o casal de filhos – com três e oito anos respectivamente. Carina tinha junto com o marido uma companhia de limpeza e se sentiu desamparada e sem pernas e só restou-lhe aprender as coisas e lidando com as situações conforme as dificuldades, pois era o esposo que cuidava com tudo. Foi difícil, mas Carina soube se superar e depois que ficou viúva é que se desenvolveu amplamente e diz que se não fosse tão alienada e dependente não teria sofrido tanto e que tudo na vida tem um motivo, e que aprendeu que mesmo sendo sozinha podia vencer qualquer obstáculo ou dificuldade. Ao contrário, acrescentou mais coisas às que foram deixadas quando o marido morreu. No final do ano passado Carina se casou de novo e se considera uma vitoriosa e orgulhosa por ter dado a volta por cima, numa situação onde se superou, inclusive na criação dos filhos.
 
Uma mulher de negócios!
Para Mônica Nascimento, o mundo das reuniões e dos planejamentos é mais do que normal. Acostumada com a resolução de casos e a fala diplomática com seus clientes, a advogada sabe fazer seu tempo para cuidar de sua beleza e ser uma profis-sional competente. Ainda no Brasil, Mônica trabalhou com direito marítimo por oito anos, fazendo constantes viagens a negócios pelo mundo. Depois quando tornou-se presidente de sua companhia em telecomunicações e tecnologia, chegou a morar na Suécia, Japão e Suíça. Os contatos empresariais trouxeram-na aos EUA. Hoje, essa verdadeira businesswoman é presidente do conselho da ONG Brazilian Total Assistance e voluntária para várias organizações, além de seu trabalho como advogada em Foreign Legal Consulting para um escritório americano. Mônica Nascimento representa a capacidade feminina nos negócios, sempre com muita beleza! 
 
Uma mulher consciente do seu espaço
Marcia Saade acompanha o marido, o embaixador Mario Saade há 33 anos, em diversos lugares onde foram designados para servir e representar o Brasil – Los Angeles, Uruguai, Washington e Boston, onde Mario, o esposo é Cônsul-Geral. Amplamente realizada nos seus objetivos profissionais, diz que sempre há tempo para conciliar tudo, a carreira do esposo e o trabalho o que evita que o tempo sobre. Marcia Saade começou a trabalhar no Itamarati em 1994 depois que prestou um concurso de oficial de chancelaria e começou a ser removida cada vez que o embaixador Saade é designado para algum posto no exterior.
Inteirada do papel desempenhado pelo esposo, Marcia Saade diz que o desenvol-vimento social do seu trabalho é facilitado. É mãe de Karina que nasceu no Uruguai e Mario Júnior, que nasceu em Brasília e foram educados em inglês, a embaixatriz Marcia Saade é de Vitória, é formada em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo e é pós-graduada no idioma Inglês pela Universidade da Califórnia. 
 
Uma super-mãe!
Ducarmo Muzzi tem dezenas de filhos, que ao longo do tempo somam-se a centenas de crianças. Trata-se das crianças dos departamentos infantis das igrejas nas quais trabalhou como líder, seja em Valadares ou em Framingham. Essa super-mãe tem suas próprias filhas biológicas, e aos 49 anos poderia facilmente ser confundida como irmã de qualquer uma das quatro filhas. Talvez sua receita de rejuvenescimento seja o amor dedicado a essas crianças. Em alguns dias Ducarmo retornará ao Brasil para fazer mestrado em Neuropsicologia, um sonho que poderá realizar agora que suas filhas são mulheres independentes e guerreiras como ela. Ducarmo conseguira estudar Psicologia ainda com as filhas pequenas, e pôde utilizar seus conhecimentos na área para melhor auxiliar pais e filhos em casos mais delicados, como na aceitação de diagnósticos da saúde mental e física das crianças. Durante todos esses 20 anos de trabalho infantil, Ducarmo percebeu uma coisa acima de tudo: a facilidade que as crianças tem em entender o amor de Deus. Ducarmo conta que vários pais começaram a frequentar uma igreja após serem levados por seus próprios filhos. Só uma super-mãe para conseguir criar suas próprias filhas e ajudar na criação de tantos outros.
 
Lutando pela vida
Aos cinco anos Rafaella de Siqueira teve diagnosticada uma leucemia tipo ALL – o outro tipo de leucemia é AML, mais agressiva. Filha de brasileiros e nascida nos EUA, iniciou o seu tratamento no Children’s Hospital, na unidade especializada em crianças, ado-lescentes e jovens com patologia cancerosa, onde ficou internada na época mais de um mês.
O tipo de leucemia de Rafaella, em princípio não exigia o transplante de medula óssea, pois é tratada com quimioterapia, e ela foi curada. Aos 17 anos Rafaella leva uma vida normal e serve de exemplo de alguém que luta junto com a sua família, especialmente sua mãe, Beatriz DeSiqueira que na época teve o apoio do Jimmy Fund para que ficasse completamente recuperada.
 
Viver para servir
Elisete Signor casou-se com Jesus há 22 anos, desde que entrou para a vida religiosa e decidiu ser uma missionária Scalabriniana. Gaúcha de Sarandi e de uma família de italianos e irmã mais velha de seis irmãos é a única que optou pela vida religiosa e há oito anos mudou-se para os EUA para servir a comunidade brasileira em Massachusetts, antes trabalhou também com imigrantes no Paraguai durante oito anos, além de ter dado aulas de psicologia, sociologia e educação religiosa. Despachada e profundamente envolvida ajuda a todos os que entram pela porta do Centro Scalabrini em Everett, além de ser a única irmã brasileira envolvida na Diocese Católica de Boston, trabalhando com o Apostolado Católico Brasileiro em Massachusetts. Para Elisete, ser uma religiosa é doar a sua vida para servir e tem alegria em amenizar o sofrimento de imigrantes e é feliz além de fazer o que gosta. 
 
 
Reagindo à adversidade
Tem gente que diante do infortúnio senta e chora. Outros quando se defrontam com a realidade reagem e vão a luta. Esta é a história da fotógrafa Kelly Cianflone que descobriu que Luca, seu filho então com um ano e meio é autista. Kelly se colocou a buscar o diagnóstico correto, com atendimento escolar adequado e investiu seu tempo e disposição para que Luca tivesse a melhor educação possível. Além de colocar seus serviços profissionais a disposição de pais que tenham filhos com necessidades especiais. Dentro de casa o carinho de Kelly e do marido para com Luca é incondicional e o cercam de toda a atenção possível. Determinou que a criança que estava levando para casa não era outra criança, pois muitos pais imaginam tudo para seus filhos e que a criança vai ser isto ou aquilo, que vai crescer e ter sua família. O que vai morrer dentro do pai e da mãe é a noção de que a criança não é o filho que os pais idealizaram, mas que não deixa de ser filho, e que portanto deve ser amado, querido, mimado e cuidado. A criança não pode sentir que seus pais estão abalados com a situação, pois isto refletir nos cuidados e é importante se concentrar no que a criança pode fazer.
No caso de Luca, o diagnóstico precoce foi importante, pois em casos de autismo, quanto mais cedo se diagnostica mais funcional a criança vai ser no futuro. Kelly vê progressos em Luca o tempo todo e o ama incondicio-nalmente e interage na escola, no tratamento e tem se envolvido cada vez mais em entidades e associações para crianças com necessidades especiais e ajuda outros pais que tem filhos na mesma situação de Luca a encarar a circuns-tância com coragem e determinação.
 
Uma aventureira!
Para essa mulher, passeios de moto ou qualquer outra aventura radical não eram mais suficiente. Era preciso algo mais intenso, mas com finalidade e seriedade: alistar-se na US Army pareceu perfeito. A estudante e auxiliar em Dental Hygiene ingressou então no Exército americano, e desde então vem treinando anualmente por todo o país, como no Texas, Missouri e Alaska. Esse ano Cleo Pandini possivelmente irá treinar na Guatemala.
A cada treinamento – boot camp, Pandini volta com um modo de olhar a vida mais aprimorado. Valorizar a vida, a sensibilidade no tratamento das pessoas, e discernimento são apenas algumas das lições aprendidas em cada experiência, resultando em uma mulher mais forte. Não se trata de força muscular. Pandini aprendeu que a força física não é mais necessária do que as forças mental e emocional para poder permanecer com êxito no Exército. É necessário ser mais do que apenas uma aventureira para sair da pequena cidade de Colatina-ES, diretamente para o Exército americano.
 
Apaixonada pela vida
Rosangela Monteiro tem uma comunidade no Orkut, feita por seus amigos e por pessoas que a admiram pelo seu jeito de ser, de servir e auxiliar quem lhe pede ajuda. Entre a paixão por Bruno – seu filho e os 14 gatos, uma cachorrinha, duas tartarugas e oito peixes, ela acha tempo para esbanjar alegria contagiante, mas que se preciso for é capaz de chorar com quem enfrenta problemas e dificuldades. Rosangela chegou nos Estados Unidos há 20 anos e seu lema é preferir servir do que ser servida, dar presentes e seu sonho é poder um dia reunir suas amigas e amigos todos num mesmo ambiente, e o que faz é sempre com muito carinho, amor e dedicação. Talvez este seja o fato de ter tantos amigos.
 
Uma mulher animada!
Elaine Campos não se preocupa se tem companhia para um passeio ou não. Se alguém quer ir com ela, ótimo, mas não ter companhia não é problema ne-nhum para essa mulher sorridente. Elaine ama passear, conhecer novos lugares, novas cidades. Mas amigos não faltam. Elaine está sempre rodeada deles, e sempre com um passeio agendado. Mas quando ninguém pode ir com ela, isso não a impede de ir mesmo assim. Durante a semana ela vai lendo nos jornais brasileiros e americanos locais os eventos interessantes que estão acontecendo, e simplesmente vai. É através desses pas-seios, muitas vezes individuais, que Elaine conhece cada vez melhor Boston, Cambridge e região. No Brasil não era diferente. Antes de chegar aos EUA, a brasileira conheceu muitas cidades bonitas do país, desde o Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Natal, Salvador e cidades no Sul. Aqui ela já esquiou em New Hampshire, já conheceu as montanhas de Maine, ilhas na Flórida, e tantos outros lugares. Se pudesse conheceria lugares novos todo final de semana, mas como isso ainda não é sua realidade, ela vai planejando seus passeios mais distantes a cada trimestre, e deixa os passeios locais para os finais de semana.
Elaine Campos é prova que um imigrante deve fazer tempo para lazer nessa vida corrida que se tem aqui!
 
Uma valiosa educadora
É assim que a freira Ellen Dabieo se descreve. Afinal, foi educando no Maranhão que a americana de 70 anos aprendeu a língua portuguesa. Dabieo ficou no Brasil por 12 anos, fazendo trabalhos locais de educação, estudos bíblicos, e desenvolvimento nas pequenas comunidades dos povoados da região. Hoje a freira católica continua ajudando a comunidade brasileira, conscientizando mulheres contra a violência doméstica, na tradução e prestando outros serviços para brasileiros em Peabody, Salem e Beverley. Dabieo acredita no poder da educação, na importância de fazê-lo aos que não têm meios, no poder dos pobres. Ellen Dabieo é um exemplo de amor e dedica-ção expressados por tantos professores. Valiosos educadores!
 
Prazer em servir!
Muitos cozinheiros estão acostumados em fazer refeições para mais de 100 pessoas. Mas quando o trabalho é voluntário, então é porque é feito com prazer. Dóris Costa, carinhosamente conhecida como Dorinha pelas centenas de pessoas servidas por ela ao longo dos anos, é uma dessas pessoas que têm prazer em servir. Seja como voluntária na cozinha da igreja, trabalhando profissionalmente com bufets, ou num simples jantar para amigos, uma coisa é certa: a refeição foi preparada com carinho. Aos domingos, Dorinha chega três horas mais cedo na igreja para preparar a comida que será servida para mais de 300 pessoas após o culto. Antes de emigrar do Brasil há 23 anos, essa cozinheira com mão de mãe teve seu próprio restaurante, em Caratinga-MG, e já chegou a cozinhar para 500 pessoas. No ano passado, Dóris tornou-se avó pela primeira vez, e garante que a experiência é ainda melhor do que a de ser mãe. Mas de uma maneira ou de outra ela já é mãe ou avó para todos adultos e crianças que são servidos por ela, sempre com muito prazer.
 
Um privilegiada
Maria Pimenta quase ninguém conhece, mas a Vó Ica é conhecida de muita gente desde que chegou aos EUA há 25 anos e trabalhou durante este período somente em duas casas – de mãe e filha, até se aposentar há dois anos. Aos 71 anos de idade, sempre elegante e bem vestida, tem seis filhos – uma falecida, 9 netos e um bisneto, e seu prazer é conhecer pessoas e interagir com elas, gosta de andar, viajar e entre risos diz que gosta de quase tudo. Alegra-se por saber que a sua família tem estabilidade e estão todos encaminhados na vida, o que considera uma bênção e se diz feliz por isso. Diz que é uma mulher privilegiada por ter conseguido tudo o que desejou na vida.
 
Cuidando da beleza alheia
Há nove anos Márcia Lucio trata de deixar mais bonitas as mulheres que passam pela sua cadeira no salão de beleza onde ela é dona e referência. Há homens também, pois a vaidade e a vontade de ficar mais belo não é só das mulheres. Nestes anos todos Márcia já perdeu a conta de quantas noivas arrumou, maquiou e penteou no seu salão, as vezes todos os dias da semana, pois aqui para se casar não há um dia específico. No caso de Marcia uma cliente sempre acaba indicando outra e mais outra e assim ela tem sempre uma clientela fiel e que vem de longe para ser atendida, inclusive as noivas que saem da sua cadeira direto para a igreja ou cerimônia de casamento. Marcia coloca o coração naquilo que faz e se sente plenamente realizada quando vê o sorriso dos seus clientes quando se levantam para ir embora satisfeitos com o resultado final. Márcia é mãe de Samuel.
 
Concretizando o sonho de ser mãe
Petra Maia tinha o sonho de ter um filho e por mais que tentasse não conseguia engravidar. Depois de quatro anos de casamento e de ter feito um tratamento in vitro, engravidou e os médicos disseram que ela estava grávida de gêmeos, no segundo ultrassom constataram que eram trigêmeos. Alertada que era uma gravidez de risco, os médicos queriam tirar um dos fetos, com o que Petra e Ronaldo, seu marido não concordaram em hipótese alguma. Ela iria ter as três crianças. E assim nasceram Ronaldo, Julia e Fernanda que hoje tem 1,4 anos. Petra tem a ajuda de sua tia para cuidar das três crianças e não consegue explicar a sensação de ser mãe e de ter concretizado o seu desejo de um dia ter não somente um, mas três filhos de uma vez.  
 
Sem medo de cara feia
Há dois anos quando recebeu o Rising Star, um importante prêmio, Ilma Paixão emocionou a todos com o discurso que lembrava as suas origens e a sua luta em prol da comunidade brasileira em Framin-gham. Por conta do seu envolvimento com a comuni-dade Ilma foi perseguida, pressionada, xingada, humilhada e certa vez apedrejaram o seu carro em represália. Nada disto foi capaz de tirar do seu rosto o sorriso farto e a alegria de viver e de servir a comuni-dade, mesmo que para isto tenha que desagradar a algumas pessoas. Ilma é mãe de Melissa e Daniel.

 

 

Última atualização ( Sex, 06 de Março de 2009 11:09 )

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