MENINA DOS OLHOS?
O positivo mostra o negativo no meio da sua ação. (Márcia Apª de Andrade)
A ARMADURA DE DEUS (EFÉSIOS 6-10 Á 20) DEVEMOS NOS FORTALECER COM O PODER DE DEUS, LÁGRIMAS SOMENTE NÃO É CERTEZA DE AQUEBRANTAMENTO, MAS A FÉ. LOGO APÓS A LEITURA DA HISTÓRIA DA MINHA VIDA, VEJA O QUE A VONTADE DE MUDAR, NASCER DE NOVO, FAZ COM UMA PESSOA, SOMENTE ATRAVÉS DO PODER DE DEUS COM SUA PALAVRA, NOSSO QUERER MUDAR, O IMPOSSÍVEL ACONTECE. AMÉM.
Somos os olhos de Deus aqui na terra, ele nos quer usar Professores, eternas Meninas dos Olhos dele seremos, devemos ser atitude. Para Deus não importa idade, cor, classe social, enfim, ele somente nos quer primeiro aprendentes, recebendo a cada dia como uma experiência nova, cientes de que a atitude de hoje mudará o amanhã, não só o nosso amanhã, mas de outras pessoas necessitadas somente de uma oportunidade, de alguém acreditar nelas. Ser um Educador vai além de ensinar a ortografia correta, gramática, cálculo, muito mais podemos fazer. Daí com certeza pensarão: Mas já temos tantas obrigações no planejamento para alcançarmos, fazer mais? Sim, fazer, unir a Educação aos grupos de teatro, de dança, existentes dentro de Igrejas, famintas em apresentar seus membros que foram retirados das drogas, curados, agora são atitude, cantam sua história na música, na dança, no teatro, estão já na escola, no Colégio, na Universidade, só convidar, terão o carinho de apresentar sua fé na arte. È! Arte ante-droga sem descriminação, assumindo que errou, mas deu a volta por cima, venceu sua fraqueza. Gente levantando gente independente da placa de Igreja. Assim estaremos sendo amigos, orientadores, assumindo nosso lado humano, de que somos também errantes e não perfeitos, mas amados por Deus. Eu aos meus quatorze anos de idade, conheci o álcool, o tabaco, problemas familiares, brigas dos meus pais, para esquecer tudo isso, refugiei-me nesses vícios, para completar entrei em um casamento aos quinze anos para adquirir liberdade, fugir da autoridade da família. Não parei por aí, engravidei aos dezessete anos porque na época acreditava estar preparada para ser mãe, mas não estava. Sabe como descobri isso? Bom, não estava feliz com meu esposo, nem ele comigo, mas ela nasceu como agir nessa situação? Já estávamos nos separando, eu com dezenove anos, ele com vinte sete, mas ela nasceu. Fiquei com ela para cuidar, com meus estudos, o Magistério, na casa dos meus pais, daí as brigas familiares aumentaram, porque o pai da minha filha, não divorciou somente de mim, mas dela também, exercendo o lugar de pai presente, o meu pai. Graças a Deus, ele, minha mãe, meu irmão, apesar de não serem em muitos momentos de diálogo, mas de violência, estavam comigo no resultado das minhas atitudes do passado. Minha mãe cuidava da Sanchaine, o brilho do sol nas nossas vidas, assim, eu tentava ser uma jovem normal, quer dizer; o que na época para mim era normal. Saia nas baladas, continuava estudando, mas logo conheci a maconha, dizia eu: “Uma amiga à parte para esquecer que em casa ouviria sermão, depois que chegava da bagunça”. Que era tarde, que eu que tinha obrigação de cuidar dela. Lógico, eles estavam certos. Nessa vida fiquei até aos vinte quatro anos, digo usando a maconha, porque em outros vícios já estava há anos atrás. Imagine, uma quase Professora, maconheira, é até de rir, mas essa era a realidade que eu vivia, minhas Professoras viviam minha história, sendo Meninas dos Olhos de Deus, se deixando serem usadas para profissionalizar pessoas, entre elas, eu.
Vocês nem imaginam a emoção que estou sentindo em compartilhar com vocês a transformação da minha vida, sim, eu vejo as mãos de Deus nesse Projeto. Não eram Diaconisas, Obreiras, Pastoras, Evangelistas, mas Professoras levantando gente, acreditando, confiando no resultado positivo do trabalho delas. Lembro-me, da sala de aula, das gincanas envolvendo teatros, danças, dublagens de músicas, que essas guerreiras na fé, faziam questão de dar temas antidrogas já ajudadas por Igrejas da cidade, uma delas abriu uma loja, ofereceu emprego para mim, virei vendedora ambulante, batendo de porta em porta, já era uma tática de estimulação da responsabilidade, porque alguém tem que confiar acreditar na mudança das pessoas. Às vezes conseguíamos faze-las mudar o tema nas apresentações, apresentando o que queríamos, imaginem o que era, por exemplo, Maria da Suruba dos Mamonas Assassinas. Competíamos com o Ensino Médio noturno, hoje entendo o porquê disso. As guerreiras buscavam os grupos preparados para nos enfrentar, exigiam o melhor, ocupávamos em ensaios, esquecendo até muitas vezes dos problemas. Muitos eventos, apresentações nas Igrejas, para sabermos agir e vencer, com isso fomos sendo moldadas por Deus. Sábias essas guerreiras da Educação. Foram quatro anos vencendo, porque fazíamos o melhor, eu embora ainda sendo meio viciada, bebia todas, puxando na época o chamado cachimbo da paz. Claro que vencedores eram os grupos noturnos, porque tinham conseguido vencer o vício, eu pelo menos ainda não. Concluí o curso, nossa era uma Professora formada, diplomada, pronta para enfrentar alunos talvez problemáticos como eu, isso teoricamente, mas não espiritualmente. Prestei já no ano seguinte à minha formatura o meu primeiro concurso público, ali no mesmo Colégio Anita Aldeti Pacheco que me formei, alfabetizou-me; sendo agora uma Alfabetizadora, mas ainda viciada. Consegui passar, mas no final da lista, tempo este para Deus concluir o que havia planejado, fui então por causa de enfermidades na minha filha e em mim, para o caminho da libertação, para Jesus, iniciando na Renovação Carismática, mais tarde ajudada por Missionárias da Assembléia de Deus, depois desintoxicada na Quadrangular, onde houve uma limpeza interior abandonei o cigarro, álcool, maconha; mas com sinceridade afirmo não foi fácil, iniciei me afastando de alguns lugares e amizades porque sabia da fraqueza que ainda gritava, mas através de vigílias no mato, jejuns, orações e muitas mensagens positivas em cânticos, cantados por mim e outros, em um grupo de louvor fui dominando as reações da falta principalmente da maconha. Muitas vezes acordava até com o cheiro da erva no nariz, me ajoelhava no chão, chorava para o Senhor Jesus, pedia força, sono, calma. Anos depois conheci a Universal do Reino de Deus, libertando-me definitivamente do tóxico, digo isso porque ainda tinha algo querendo empurrar, inclusive manifestei com encostos chamados hereditários. Imperfeita mas com forças para continuar lutando em aproximar da perfeição de Deus, mas sem drogas para me defender dos problemas. Conto minha história para provar que a parceria, grupos de jovens antidrogas de variadas culturas religiosas com a Educação, é ATITUDE faz a DIFERENÇA.
Pedagoga Márcia Andrade
"A arte é feita com sangue, espírito e tumulto de amor.” Autora (Marta Inês Schneider)
Enviado Por: SERVA MÁRCIA APª DE ANDRADE UNIVERSAL DO REINO DE DEUS
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